
Olho o mar, sozinha, perdida nas rochas que mergulham o mar
O calor do sol aquece-me a pele, sinto a queimar
As ondas beijam me os pés em suaves deslizares
As gaivotas cantam ao meu espírito livre
“Vem voar comigo”
De olhos fechados, sem pensar
Caminho para o mar, por entre as ondas.
O meu cabelo voa nas águas, os meus pés saem do chão
Mergulho num céu terreno infinito
De olhos fechados vejo me abraçada por mil gotas de agua
Cada gota um beijo no meu corpo,
Um amor retribuído e incondicional
Do mar que me acolhe e me transforma em parte de si
Da areia que me suporta se cair
Do sol que me enche de calor e aconchego.
Saio do mar, sinto o puxar me de novo a si
Chego a areia húmida e deito me virada para o céu
Não preciso do céu para saber voar…
E o sol abate se contra o meu corpo
Como chamas k não queimam, apenas ardem,
E abro os olhos na imensidão,
Só eu, o céu e o mar,
Só eu, a areia e as conchas,
De que mais preciso?...
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